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Editorial

Edição 33 - Ano VII - Janeiro/Março 2011 - ISSN 1809-2888
Ano novo: convite à uma autêntica vivência cotidiana
01/01/2011

Esta edição de nº 33 de nossa Ciberteologia inaugura o ano de 2011 com uma mensagem de otimismo e esperança a todos os nossos ciberleitores. Um otimismo que não foge à crítica, é verdade, pois há muito a questionar e a discutir no dia-a-dia de nossa vida pública; e uma esperança que não renuncia à charitas, empenho maior dos que vivenciam de forma autêntica sua espiritualidade.

Nesta edição, brindamos a você com uma seleção de Artigos e Notas adequadas a um início de ano de muita reflexão e questionamentos instigantes.

O monge dom Marcelo Barros abre a seção de Artigos com o texto A frágil transparência do Absoluto. Teologia para uma espiritualidade transreligiosa. O professor José Neivaldo de Souza brinda-nos com o artigo Diálogo e ensino religioso. E fecha a seção o texto Os dois olhos do dragão: uma análise de Beowulf a partir de Tolkien e Borges, oferecido por Diego Klautau, doutorando em Ciências da Religião pela PUC-SP.

A seção de Notas traz neste número o texto de Faustino Teixeira, que discute alguns Marcos de uma mística inter-religiosa. Em seguida, temos a contribuição de Anderson de Oliveira Lima refletindo sobre uma Breve história da profecia bíblica. E Fabiana Cristina da Conceição e Tiago Tadeu Contiero apresentam uma pequena resenha sobre Bíblia e literatura: diálogos e entraves na base do monoteísmo, mostrando as interações entre luxúria e paixão com respeito a essa personagem tão controversa.

Além dessas seções, não deixe de acompanhar os textos que, ao longo do ano, alimentarão as seções Teologia Aberta, Resenhas, Espiritualidade e Nas fontes da Bíblia. Na seção Teologia Aberta, inauguramos uma série de reflexões sobre O Deus de nossa fé, uma publicação póstuma do teólogo Hermilo Eduardo Pretto, insígne pensador que lecionou durante anos no ITESP, em São Paulo-SP.

Enfim, boa leitura e, mais uma vez, os votos de toda a equipe de Ciberteologia de um produtivo e iluminado 2011 a todos!

Dr. Afonso Maria Ligorio Soares

  • Artigos
    01/03/2011

    Na linha do método “ver, julgar e agir”, o autor nos convida a verificar os atuais desafios dos grupos inter-religiosos e associações consagradas ao diálogo entre as religiões.

    01/03/2011

    Este artigo pretende fazer algumas considerações sobre o diálogo entre as religiões numa realidade diversa e como ensiná-lo nas escolas a partir de uma teologia que considere a pluralidade como ponto de partida.

    01/03/2011

    Este artigo apresenta o poema anglo-saxão Beowulf, datado do século VIII d.C., que narra a aventura de Beowulf, o heróis dos geats, tribo germânica do Norte que vivia onde hoje é a atual Suécia, na terra dos scylfings, atual Dinamarca. Considerado o primeiro poema épico produzido depois de Cristo, Beowulf possui matrizes greco-romanas, cristãs e da mitologia nórdica.

  • Notas
    01/03/2011

    Em sua etimologia, a palavra mística deriva de myein: fechar os olhos ou cerrar os lábios. O místico é alguém que vive a experiência do mistério, é o sujeito de uma experiência que tem o mistério como objeto.

    01/03/2011

    O título que demos a este texto resume bem nossas intenções com sua composição, já que queremos nas próximas páginas expor a evolução da profecia bíblica ao longo das páginas do Antigo Testamento. Mas também podemos admitir que este mesmo título apresenta problemas, os quais devem ser mencionados desde já.

    01/03/2011

    Este trabalho resenha algumas questões envolvidas na problemática de entendermos os textos sagrados enquanto obras literárias. Pretendemos expor as ideias centrais de alguns autores que versam sobre a temática, dentre os quais destacaremos mais detalhadamente Antonio Magalhães e sua a obra Deus no espelho das palavras: teologia e literatura em diálogo.

    01/03/2011

    É sempre um desafio falar de Deus porque é muito grande o perigo de imaginá-lo à nossa imagem e semelhança. O filósofo e escritor francês Voltaire escreveu certa vez que, após Deus haver criado o ser humano à sua imagem e semelhança, o próprio ser humano deu o troco, criando Deus à própria imagem e semelhança.