EDITORIAL

A Edição 51 de Ciberteologia dá prosseguimento, neste ano, às comemorações do 10º aniversário deste periódico científico. Totalmente on-line, à época de seu lançamento, esta revista de teologia e cultura foi inovadora, pois, apresentava uma proposta editorial arrojada na área da pesquisa de estudos religiosos, principalmente de teologia cristã. Este ano de 2015 encontra a revista numa fase madura, senhora de um patrimônio de mais de 2 milhões de acesso, com uma média de 40 mil acessos por edição. Além disso, ela já está, há 3 anos, indexada na ATLAS e no LATINDEX, 2 dos principais indexadores dessa área de saber. Como já dissemos no número anterior, as comemorações de uma revista são feitas basicamente por meio de textos publicados. E se assim é, aqui estão os Artigos, Notas e Resenhas desta edição.


O primeiro trabalho da seção de Artigos é O exercício das religiosidades ucranianas em Curitiba, de Paulo Augusto Tamanini. Em seguida, de Fábio L. Stern, A ressignificação de Eurínome pelo Neopaganismo: de deusa secundária à criadora do universo. Welder Lancieri Marchini vem a seguir, com seu estudo de um conto de João Guimarães Rosa, o qual intitulou como: Quando a ausência amedronta: Um paralelo entre o “Evangelho de Marcos” e “A terceira margem do rio”. Fé correta, fé certa: a distinção da fé cristã desde as faculdades da vontade e do intelecto é a reflexão filosófica com que nos brinda Jacir Silvio Sanson Junior. E, finalmente, Gilson Xavier de Azevedo fecha a seção com um trabalho com o seguinte título provocativo: O sagrado em Karl Marx é social ou teológico?


A seção de Notas é aberta pelo trabalho de Danilo Mendes, aliás bastante atual e oportuno, “Deixem vir a mim as crianças” – uma resposta bíblica à redução da maioridade penal. Sandra Aparecida Gurgel Vergne vem a seguir, apresentando-nos uma obra bastante original, que remete às tradições religiosas afro: Ogundana, o Alabê de Jerusalém, de Altayr Veloso. Religião, sagrado e poder: considerações conceituais em Geertz, Terrin e Deleuze é o trabalho em que Cristiano Santos Araujo analisa, pela epistemologia da antropologia, a religião e o sagrado como dobras de poder. Por fim, examinando as perspectivas do mundo contemporâneo, Márcio Oliveira Elias nos ajuda a refletir sobre O diálogo entre fé e cultura. A seção de Resenhas traz as apreciações críticas de Robson Stigar e Vanessa Ruthes acerca do mais recente livro de Clodovis Boff, O Livro do Sentido: crise e busca de sentido hoje. Parte crítico-analítica (v. 1. São Paulo: Paulus, 2014); uma recensão de Gilson Xavier de Azevedo sobre Aprender Antropologia, de François Laplantine (São Paulo: Editora Brasiliense, 2007); e a recensão de Ângelo Vieira da Silva da obra de Hermisten Maia Pereira COSTA, Eu Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo (São Paulo: Parakletos, 2002). Isto posto, olhos às obras e ótimas leituras, pois nossas comemorações seguirão adiante.

Dr. Afonso M. Ligorio Soares - Editor

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