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Editorial

Edição 43 - Ano IX - Julho/Setembro 2013 - ISSN 1809-2888
Novo horizonte da Igreja Católica com Papa Francisco
01/09/2013

A edição de inverno da Ciberteologia segue em clima de expectativa com relação às mudanças que já apontam no horizonte da Igreja católica, uma vez completados os primeiros 100 dias do pontificado de Francisco, atual bispo de Roma. Enquanto isso, destacamos para nossos ciberleitores alguns trabalhos deste número.

Em A hermenêutica de Hans-Georg Gadamer e a interpretação Bíblica: uma possível contribuição, Alonso Gonçalves, tomando alguns aspectos da hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer por entender que o filósofo alemão pode contribuir para uma leitura bíblica mais próxima da realidade do interpretante, exemplifica essa possibilidade com dois autores, Carlos Mesters e Andrés Torres Queiruga, usando-os como modelos de uma interpretação bíblica que contemple a historicidade e as predisposições dos leitores e leitoras da Bíblia. Em Brasil, um país pseudo laico: a relação Igreja-Estado no Brasil Contemporâneo, Robson Stigar reflete sobre a relação do Estado Brasileiro com os princípios do Estado laico, procurando assim apresentar um breve panorama sobre as ações do Estado que afrontam os princípios do Estado laico. E Geraldo Lopes, no artigo Lumen Gentium e a nova consciência da Igreja. Perspectivas e esperanças, apresenta a Constituição Dogmática Lumen Gentium (LG), um dos mais importantes textos do Concílio Vaticano II, que reviu a natureza e a constituição da Igreja católica, não só como instituição, mas também como Corpo místico de Cristo. O autor desdobra a reflexão em três tópicos: a LG e a nova consciência da Igreja; as Perspectivas que abriu; as Esperanças suscitadas.

Na seção de NOTAS, o texto A Ressurreição, de Paulo César Nodari, apresenta algumas ideias centrais a respeito da ressurreição de Jesus, expondo a convicção cristã de que a ressurreição de Jesus, por um lado, é a “grande surpresa” de Deus, e, por outro, é a centralidade a partir da qual a história ganha todo um novo sentido, ou seja, sentido escatológico. Em Da teologia canned para uma teologia brasileira – Apontamentos a partir de Júlio Zabatiero, Alonso Gonçalves parte da proposição de que o protestantismo demonstra a vanguarda em uma série de temas como liberdade religiosa, fundamentos da política contemporânea e educação como ferramenta de desenvolvimento humano. Ocorre, porém, diz o autor, que ao longo do tempo o protestantismo se deixou embalar pelas ondas da ortodoxia e, com suas Declarações Doutrinárias, fixou-se, encruou-se, enrijeceu-se em seus dogmas e perdeu o “princípio protestante” que o alimentou e o gerou quando incipiente. Vamos, então, saber como o autor situa, no Brasil, o atual revigoramento da teologia protestante.

Enfim, a seção de Resenhas também traz análises interessantes que vale a pena conferir. Boa leitura!

Afonso M. L. Soares (Editor)